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Uma Tragédia em Família

Uma Tragédia em Família
Num domingo antes do dia dos pais, sem qualquer “motivação aparente” segundo as investigações policiais, uma família inteira foi morta por tiros em São Paulo: O Pai, a mãe, o filho, sua avó e uma tia-avó.
Qualquer morte causa dor, espanto, agressão ao ser humano. Mas o que está chocando ainda mais nesse caso, é que fortíssimos indícios, apontam para o fato de que o autor da chacina teria sido um menino de 13 anos, filho do casal, um dos mortos, acusado de ter se suicidado após os disparos. A prevalecer esta conclusão de assassinatos seguidos de suicídio, mesmo havendo provas irrefutáveis como vídeos, testemunhos, perícias e tudo mais, perguntas profundas, inquietantes, continuarão insepultas e incomodando o imaginário de todos, tais como: Por quê? Como um menino teria conseguido com tanta precisão? Quando teria surgido a ideia monstruosa? Saberiam os pais de possíveis riscos? Alimentaram de alguma forma, ou não puderam perceber a presença de ódio, doença, amigos criminosos, ou qualquer outra evidência?
O diagnóstico permanecerá incompleto por não podermos ouvir agora o que o filho ou os pais teriam a dizer. Por falhas nessa análise, poderíamos falhar também ao criticar a vida do menino ou da família e é claro que deveremos nos abster em julgar, como sempre. Mas seria imprudente não tirarmos lições, não avaliarmos a nós mesmos, não vermos nossa sociedade nesse espelho. Seria em vão traçar o diagnóstico completo da família acometida pela tragédia. Mas terá um valor incalculável uma investigação sobre como andam as famílias, o que alimentamos nos sentimentos, que tipo de pais, mães e filhos convivem sob um mesmo teto.
Olhando para as “famílias terra”, que deveriam ser benditas em Cristo Jesus, obrigamo-nos a responder sobre a influência, por exemplo, dos jogos que “educam” e “divertem” esta geração em formação; Dos ícones que os inspiram; da presença de armas reais nas mãos de crianças que não sabem distinguir entre o real e o imaginário; Sobre o impacto da divulgação de notícias semelhantes, com riquezas de detalhes, na mente de pessoas que ainda estão aprendendo por imitação; Responder ainda sobre o impacto das leis que promulgamos, do tipo de educação que preconizamos, do valor que damos ao sagrado dentro do lar, da importância do acompanhamento diário no desenvolvimento das ambições dos filhos e tantas outras perguntas. A tragédia da família de São Paulo revela a fragilidade das famílias de todos nós, especialmente ao não podermos medir de imediato e com precisão, o impacto de nossa ética, nossos vícios, nossos amigos, nossa acomodação, na vida daqueles que deveriam receber nossa ajuda em sua formação.
Podemos estar criando “UPPs” para colocar fisicamente um policial perto de cada morador (sem qualquer crítica direta ao projeto de segurança da cidade do Rio de Janeiro), mas podemos estar “criando” deformados, criminosos, desajustados, dentro de nossos próprios lares, não pela falta de policiais, mas pela falta de pais, de mães, de regras, de Cristo, de exemplos e até de censuras.
Seja qual for a conclusão do inquérito policial sobre aquele caso, para evitar outras tragédias familiares, eu e você deveríamos responder, e se preciso buscar arrependimento e corrigir de rumo, sobre como estamos cumprindo as ordens: “ensina o menino no caminho em que deve andar” (Pv. 22.6); e “não vos conformeis… mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12. 1 e 2).
Implorando pelas famílias, Nilson Godoy

 

 


Escrito por:

Nilson Gomes Godoy que escreveu 89 artigos em SIBNF – Segunda Igreja Batista de Nova Friburgo.

Pastor da SIBNF

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